Relações de consumo: do mercantilismo ao foco no cliente

Livro A História do Consumo no Brasil. Toda a trajetória das relações de consumo entre fornecedores-consumidores e empresas-clientes ao longo dos tempos.

Relações de Consumo. A história do consumo no Brasil

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Desde os primórdios do Brasil-Colônia até a era da segmentação de mercado e do encantamento do cliente na contemporaneidade, esse livro faz um levantamento minucioso das influências que definiram as relações de consumo vivenciadas em cada período histórico do país.

Assim, a obra traça também um paralelo com as transformações sociais, políticas e econômicas inseridas no cenário globalizado de consumo e de cultura de massa.
Trata-se de um olhar apurado e abrangente que vai da rota do monopólio ao relacionamento, dissecando os primeiros ciclos econômicos do período colonial e a forma de organização da sociedade brasileira como um todo.

Os privilégios obtidos pela aristocracia rural e o modelo escravista, os desdobramentos da era industrial e da urbanização, bem como a questão da cidadania atrelada ao aspecto do consumismo e do consumerismo.
Além disso, são analisados os efeitos da globalização, o período inflacionário e o plano real, a conscientização do consumidor e os avanços das telecomunicações com a terceirização dos serviços de call centers, as soluções de CRM e o marketing de relacionamento.
E para fechar a lista de assuntos abordados, são vistos ainda questões a respeito da segmentação de mercado, da responsabilidade social, da busca pela lealdade e pelo encantamento nas relações de consumo.

A história do consumo no Brasil
Do mercantilismo à era do foco no cliente

Autor: Alexandre Volpi – jornalista especializado no comportamento do consumidor.
Rio de janeiro: Editora Campus/Elsevier. Ano 2007.
184 págs. 17 x 24 cm.
Livro conservado. Sem grifos e sem anotações.

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O livro é resultado de um amplo trabalho de pesquisa, entrevistas, estudos de caso e citações de historiadores, sociólogos, filósofos e economistas dos mais destacados. Nomes como Sérgio Buarque de Holanda, Roberto Simonsen, Celso Furtado, Boris Fausto, Jorge Caldeira, Jean Baudrillard, Roberto DaMatta, entre outros.

Em linhas gerais, pode se dizer que o Brasil vivia num estágio pré-capitalista antes do século XX, não passando de uma mera sociedade agrária que produzia apenas para a sua subsistência. As relações comerciais estavam fincadas na exploração do monopólio, no tráfico de escravos, na troca de mercadorias e nos laços familiares ou de dependência.

Esse foi o padrão metrópole- colônia que se estendeu por séculos, impedindo a ascensão de uma classe comerciante consciente e participativa. Desse modo, criou-se um Estado extremamente hierarquizado no qual os direitos ficavam restritos apenas aos indivíduos que tinham posses.
Só eram consideradas pessoas de bem aquelas ligadas à propriedade fundiária, e não ao comércio. Colonizado e explorado pela elite portuguesa, o nosso dócil povo aprendeu a submeter-se ao poder da autoridade dominante.

Lombada livro A história do consumo

Nessa fase, o grande herói do consumo foi o boi, que contribuiu com a integração das longínquas e despovoadas áreas da colônia. Ele proporcionou notoriedade e ascensão social aos tropeiros, uma classe de comerciantes que se tornou a primeira e a mais bem organizada da história das relações de consumo do país.
Apesar disso, durante o tempo em que a economia brasileira esteve baseada no sistema mercantilista, simplesmente não havia consciência da força dos consumidores como parte vital do relacionamento comercial.

O ambiente instaurado pelo poder absolutista e pelas práticas mercantilistas barrou qualquer iniciativa que pudesse aproximar fornecedor e consumidor.

E mesmo com a revolução industrial, quando a relação produção-consumo começou a ganhar maior importância no mundo, a distância entre esses dois elementos, no Brasil, ainda permaneceria uma constante no século XIX. Isso graças à falta de ordem para o progresso, traduzida em anos de agricultura de subsistência, escravidão e defesa dos privilégios da aristocracia.

O fato é que o despertar de um consumidor ciente de seus direitos ainda levaria um bom tempo para se tornar realidade. Bem diferente do que ocorreu na sociedade americana, berço do consumerismo mundial.

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Num período em que o conceito de consumidor nem existia como categoria social, os EUA já davam seus primeiros passos na defesa de seus direitos no início do século XX, principalmente sobre as leis que regulavam o comércio de alimentos e remédios.

Aqui no Brasil, essa consciência somente ganharia corpo a partir das últimas décadas do centenário passado, época em que a assimilação do exercício da cidadania plena começaria a criar raízes no país.

Aliás, a ideia de democracia com a tomada de consciência cidadã passaria necessariamente pelo atalho das relações de consumo.

Esse livro mostra não só o desenrolar desse processo, mas também o surgimento do Sistema Estadual de Proteção do Consumidor, que foi responsável pela implantação do primeiro órgão de proteção ao consumidor (Procon) do Brasil. O que culminaria com a promulgação, em 1991, daquele que seria um dos códigos de defesa do consumidor mais evoluídos do mundo.

Enquanto a abertura econômica de mercado na última década do século propiciava novos parâmetros de concorrência e a busca pela excelência no relacionamento, os resquícios de uma cultura calcada nos interesses dos mais fortes ainda insistiriam em predominar.

A História do Consumo no Brasil. A sua leitura nos fornece um panorama geral da sociedade de consumo, suas relações, amadurecimento, agruras, contradições, avanços, desigualdades, democratização e conscientização rumo ao aprimoramento das relações entre empresas, governo, clientes, fornecedores, consumidores, colaboradores e cidadãos.

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