Obra-prima de Cervantes, Dom Quixote

O que passa na cabeça desse cavaleiro andante? Moinhos de vento? Sonho, utopia e realidade entrelaçadas nessa obra clássica.

Obra Dom Quixote, livro usado em bom estado

R$32,00. Adquira já o seu

 A maior obra de ficção já escrita, Dom Quixote é uma paródia das famosas narrativas de cavalaria que foram muito populares no fim da Idade Média e início do Renascimento.
Nesse livro, vamos encontrar um herói às avessas daqueles homens destemidos com seus grandes feitos glamorosos mesclados a emocionantes histórias de amor.
Em Dom Quixote, temos um senhor que vivia numa pequena fazenda localizada na região de La Mancha, no interior da Espanha. De tanto ler romances de cavalaria, ele perde a razão. E a sua loucura o faz querer imitar os heróis prediletos desses livros.

Com uma armadura enferrujada e capenga, que fora do seu bisavô, e uma viseira confeccionada de papelão, ele passa a se autodenominar Dom Quixote de La Mancha.
O seu cavalo é um pobre pangaré descarnado. E quem irá proteger Quixote em suas andanças é um humilde lavrador gordo e atarracado, o seu fiel escudeiro que, montado num jericó, o acompanhará pela promessa de uma ilha para governar.
Mas um cavaleiro que se preza não pode ficar sem uma dama para honrar. Quixote então elege a mulher ideal de seus sentimentos amorosos, uma camponesa feia e fedida que cuidava de porcos.

Obra Dom Quixote

Livro em bom estado de conservação.
Bordas amareladas por causa da ação do tempo.
Edição de 1981. 610 págs. Capa dura.
Tradução: Viscondes de Castilho e Azevedo.

R$32,00.

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Assim, investido dos ideais cavalheirescos de amor, de paz e de justiça, Quixote sai pelo mundo para difundir tais valores e viver o seu próprio romance de cavalaria. Porém, acaba se envolvendo numa série de aventuras e confusões, tendo suas fantasias sempre desmentidas pela dura realidade.

Encheu-lhe a fantasia de tudo aquilo que lia nos livros, tanto de encantamento como de contendas, batalhas, desafios, ferimentos, galantarias, amores, borrascas e disparates impossíveis.

Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, utiliza da insanidade de seu protagonista para expô-lo a diversas situações que são altamente engraçadas. Mas, ao mesmo tempo, é por meio delas que o leitor também se depara com uma severa crítica à sociedade da época, a partir de temas que ainda continuam presentes nos dias atuais.

O pano de fundo da história reflete os efeitos do Concílio de Trento e a Reforma da Igreja Católica em reação à Reforma Protestante. Nesse contexto, a obra questiona a hierarquia eclesiástica e, sobretudo, aqueles que se preocupam demasiadamente com o poder. De modo geral, trata-se de um apelo moralizador dos costumes e da política praticada pelos governantes. É uma reivindicação por bons governos que sejam mais justos nos seus atos e deveres.

Vale lembrar que o enredo de Dom Quixote se passa durante o século XVII. Essa é a visão de mundo pela qual a obra deve ser entendida, isto é, um período cujo os Estados Nacionais, organizados em leis para orientar a conduta humana, ainda não existiam. O que prevalecia era o livre arbítrio da consciência particular de cada um ordenando o cotidiano das pessoas. Daí a necessidade de se criar Homens justos para agir em qualquer circunstância, sempre em prol do bem comum.
Dessa forma, o livro nos ensina os valores do bem viver, as virtudes que devem nortear uma sociedade voltada para todos.

O livro é composto por 126 capítulos de muita sabedoria, amizade, enternecimento, encantamentos, loucuras e divertimento.

De um lado, Dom Quixote, um louco e sonhador, perseverando a todo custo na defesa de seus princípios. De outro, o seu fiel escudeiro e amigo, Sancho Pança, um materialista que o confronta, a todo momento, com o senso de realidade das coisas.

Essa obra é uma verdadeira aula de como passar do sonho para realidade e vice-versa. Em cada aventura do nosso herói às avessas, uma nova lição é aprendida. São experiências significativas que envolvem todas as personagens da história, traduzindo-se em exemplos práticos de ensinamentos.

Entre eles, dois se destacam por serem popularmente ligados ao mito quixotesco:

  • A luta de Quixote contra o moinho de vento, o qual ele acreditava ser um poderoso gigante. Será que hoje em dia não carregamos também os nossos próprios moinhos de vento dentro da cabeça?
  • O outro destaque é a batalha contra o exército de carneiros que, no delírio do nosso herói, era um exército de mouros invadindo o país. Nesse episódio, Quixote foi surrado até ficar totalmente desfigurado e desdentado, o que lhe rendeu o apelido de “O cavaleiro da triste figura”.

Entre derrotas e algumas vitórias, aventurando-se em diversas situações hilárias, Dom Quixote segue firme no propósito de que a justiça e a bondade de sua espada farão daquele mundo um lugar melhor para se viver.

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