Memória, história e tempo. Sentido de um fim

O sentido de um fim. Memória e narrativa de nossas vidas

O tema central deste romance é o tripé identidade, amor e morte. Questões que mexem diretamente com a memória e narrativa de nossas vidas.

Memória e narrativa de nossas vidas texto alternativo
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Tony Webster é o protagonista e narrador do enredo. Aos sessenta e poucos anos, careca e aposentado, ele decide mergulhar na memória e vasculhar reminiscências de um período de sua juventude.

Sobretudo, depois de receber a notícia de um tipo inusitado de herança deixado pela mãe da primeira namorada de adolescência.

O legado causará um impacto enigmático na vida pacata do divorciado e aposentado Webster. Será preciso remexer num passado remoto que envolve pessoas e incidentes ocorridos uns bons tempos atrás.

São recordações de velhos amigos de escola em Londres como Colin, Alex e Adrian Finn, que cometeu suicídio com apenas 22 anos de idade. À época, Finn namorava Verônica Ford, a qual também havia sido a primeira namorada de Webster.

O Sentido de um fim

Autor: Julian Barnes. Tradução: Léia Viveiros de Castro
Livro vencedor do Prêmio Man Booker Prize 2011
Rocco, 2012. 160 páginas. Seminovo. Ótimo estado. Frete grátis em Presidente Prudente

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Numa prosa agradável, irônica e espirituosa, o autor do livro faz uma abordagem sobre as imperfeições e a subjetividade do tempo, a fragilidade dos alicerces da memória, colocando-nos frente a frente com a profundidade exuberante das reflexões da personagem principal acerca do seu passado distante.

A leitura é tão envolvente que, quando menos se espera, pegamo-nos também a refletir sobre as questões existenciais da nossa própria vida.

O que estamos fazemos da vida e quais as implicações, amanhã, do que se realiza hoje?
Amores, amizades, o tempo que não volta atrás, os erros e como encontrar a paz e a verdade?

O sentido de um fim, Julian Barnes
O sentido de um fim. Memória e narrativa de nossas vidas

Uma trama que nos leva a questionar a veracidade das nossas certezas, será que somos quem pensamos ser?

“Mas o tempo… como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achamos que estávamos sendo maduros quando só estávamos sendo prudentes. Nós imaginamos que estávamos sendo responsáveis, mas estávamos sendo apenas covardes. O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de encará-las. O tempo… nos dá tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, nossas certezas, meros caprichos.”

O fato é que, por trás de nossas lembranças, podem existir detalhes ocultos que obliteramos inconscientemente, justamente para se evitar o confronto com a verdadeira memória e narrativa de nossas vidas.

Julian Barnes, escritor inglês
Escritor Julian Barnes

Julian Barnes é um dos romancistas mais brilhantes e sofisticados da Grã-Bretanha contemporânea. Considerado também um dos melhore escritores ficcionistas.

A prosa de Barnes é elegante, espirituosa e divertida, enfocando o realismo psicológico com temas comoventes e sinceros. Frequentemente, ele aborda a natureza do amor e seu lado negro.

O autor procura explorar os limites da capacidade da humanidade, além dos sentimentos de inveja, obsessão e infidelidade, juntamente com a busca perene do amor autêntico.

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