Manuel Bandeira, obra poética completa

Toda a poesia de Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira, livro de um dos poetas mais vivos, sentidos e presentes da literatura.

Manuel Bandeira em Estrela da Vida Inteira

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Essa é uma edição definitiva com todas a poesias de Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira foi um livro que veio para comemorar o octogésimo aniversário do poeta.
Em 1966, dois anos antes de sua morte, amigos e admiradores organizaram o livro que englobou a totalidade de sua obra poética, inclusive os poemas traduzidos, além dos numerosos versos de circunstância reunidos no “Mufuá do Malungo”.
Estrela da Vida Inteira representa a soma final de uma longa trajetória de mais de cinquenta anos de poesia e oitenta de vida desse lírico extremamente querido da alma brasileira.

Depois de uma admirável estréia pós-modernista, com “A Cinza das Horas”, em 1917, a poesia de Manuel Bandeira foi lentamente incorporando as características formais da poesia modernista brasileira – vagamente perceptíveis em “Carnaval” e já visíveis, com total clareza, em “Ritmo Dissoluto e Libertinagem”.

Em “Poema Tirado de uma Notícia de Jornal”, por exemplo, temos a impressão de que o poema foi realmente tirado de um recorte de notícia jornalística. Nele, há uso de uma linguagem coloquial que combina crítica social com reflexão filosófica:

“João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado”.
(Retirado de “Estrela da Vida Inteira, pág. 117)

O Livro “Estrela da Vida Inteira” mostra, sim, poesias ricas em construção e significados.
Muito embora o uso da linguagem nada se ajuste aos moldes do simbolismo,  o fato é que Manuel Bandeira nunca renegou sua sólida formação haurida nas fontes mais profundas do lirismo da língua portuguesa. O que pode ser percebido pela ausência de modismos ou maneirismos estilísticos mantidos ao longo de toda a sua obra, independente do momento ou da provável escola a que pertence cada um de seus poemas.

Manuel Bandeira, autor de Estrela da Vida Inteira

Manuel Bandeira

Manuel Bandeira era, antes de tudo, um indivíduo, uma subjetividade fortemente marcada como são, aliás, todos os grandes poetas voltados para a essência primordial das coisas e não para a contingência externa e efêmera das modas e das correntes literárias.
Por isso mesmo, a poesia de Bandeira é a mais intemporal e duradoura, em se tratando dos poetas historicamente incluídos no modernismo brasileiro, com exceção de Cecília Meireles.

De “A cinza das horas”, passando pela “Estrela da Manhã” até a “Estrela da tarde”, quantos grandes momentos do nosso lirismo são totalmente sabidos ou parcialmente de cor por tantos brasileiros?

“Profundamente”, “Mar Bravo”, “A Última Canção do Beco”, “Poética”, “Momento num Café”, “Pasárgada”, Marinheiro Triste”, “Flores Murchas”, “Oração a Nossa Senhora da Boa Sorte”, “A Velha Chácara”, “As Três Marias”, “Os Sapos”, “Noturno do Morro do Encanto”, entre inúmeros outros poemas que, da sua simplicidade íntima perfeitamente despojada, despertam inesperadas e perenes repercussões estéticas e emocionais.

Um livro para o leitor compartilhar bons momentos ao lado de um dos poetas mais vivos, sentidos e presentes da nossa literatura.


Estrela da vida inteira / Manuel Bandeira (1886-1968).
2ª ed. Nova Fronteira: 1993 Rio de Janeiro.
Impressão especial: 2008. 447 págs.
Livro usado. Bem conservado.

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