Livro polêmico relata a luta armada de esquerda

A luta armada de esquerda no Brasil durante o período da ditadura militar entre 1964 e 1985. Uma história que o país não conhece.

Verdade Sufocada. Luta armada de esquerda

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 Obra que virou alvo de críticas, porque a versão dos fatos nela contida é do coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Brilhante Ustra (1932 – 2015), o primeiro agente da ditadura a ser considerado torturador pela justiça nacional.

Chefe do Comando do Destacamento de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI), entre 1970 e 74, Ustra conta os motivos que fizeram os militares a deflagrar a contrarrevolução de 1964, que foi apoiada pela mídia com a aprovação da sociedade.

São páginas impactantes que descrevem o embate dos órgãos de segurança contra as organizações comuno-terroristas.

O livro mostra detalhadamente como os militares contiveram as práticas de terrorismo, desde quando elas começaram a se expandir pelo território brasileiro.

Verdade Sufocada – a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça

Autor: Carlos Alberto Brilhante Ustra
Brasília. Editora Ser. Ano: 2006
Livro usado em bom estado
A primeira página que leva o título da obra contém uma dedicatória escrita à caneta

Frete Grátis em Presidente Prudente

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Antes mesmo da implantação da ditadura no país, ainda no final da década de 50 e início da de 60, a luta armada de esquerda já vinha se estruturando militarmente em países como Albânia, Cuba, China, Rússia e Coréia do Norte.
E as suas ações seriam colocadas em prática no decorrer dos anos seguintes, sob as mais variadas formas: sequestros de autoridades e aviões comerciais, terrorismo, assaltos, guerrilhas urbana e rural, assassinatos de cunho político.

A história da esquerda

A história da luta armada de esquerda

Conforme o autor, o que se pretendia era expropriar o capital mediante assaltos a bancos, atentados contra a administração pública e a própria vida de funcionários públicos, empresários e autoridades, sem contar os furtos ou roubos de armas de fogo de quartéis e delegacias de polícia.

A Verdade Sufocada enaltece o exército brasileiro da época que, junto com as polícias estaduais, tinha a missão de frustrar as investidas da esquerda vistas como subversivas à ordem sociopolítica- econômica.

História da esquerda armada

Para os críticos da obra, a exemplo de Camilo Vannuchi, colunista do site Brasil 247, o livro nega a verdade dos anos de chumbo. Ele jamais alcançará a verdade factual daquele período, hoje suficientemente revelada e comprovada por testemunhos, documentos, tribunais internacionais e comissões da verdade.

O professor de sociologia da universidade federal de Pernambuco (UFPE), Luciano Oliveira, por sua vez, diz que o livro em si é uma nulidade do ponto de vista histórico. Não passa de mais um documento que só comprova que a tortura cobre de opróbrio aquele que a emprega.

Já a doutora Social em História pela universidade de São Paulo (USP), Neusah Cerveira, aponta a ausência de fontes bibliográficas diversas e fidedignas no corpo do texto, algo que caracteriza uma visão parcial do conteúdo relatado e deixa a credibilidade do livro abalada.

Seja como for, A Verdade Sufocada esteve na lista dos seis livros de não-ficção mais vendidos em 2016. A obra também ocupou a oitava posição no ranking das mais vendidas do site Publish News.

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