Lp Tin Machine, reinvenção do rock

Esse lp foi o prelúdio rumo à música alternativa e grunge. A guinada que faltava na carreira do camaleão do rock. Confira.

Lp Tin Machine, o rock do bom

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Disco que tinha a finalidade de conciliar David Bowie com as raízes do rock da década de 60 e com a rebeldia de um sonho renovado.
Artista completo e estrela maior da música internacional, David Bowie chega no final da década de 80 com um histórico de carreira permeado por álbuns de grande sucesso, turnês de boas bilheterias, além de participações com notáveis papéis nas telas do cinema.

Mas a forma pela qual a música dos anos 80 vinha sendo produzida o incomodava. Cada vez mais o mercado fonográfico era dominado por excessos de discos voltados meramente para fins comerciais.
É quando Bowie decide arriscar-se em novas experimentações pelo mundo da música. O camaleão do rock queria reinventar-se outra vez.

Então, em 1988, o astro mutante inglês dá uma guinada na sua carreira ao chamar alguns de seus amigos de longa data para, juntos, formarem a banda Tin Machine.

Com Reeves Gabrels (guitarra), Tony Sales (baixo), Hunt Sales (bateria e vocais) e David Bowie (vocal e guitarra), o grupo apostou numa mistura de blues e hard rock. O primeiro lp foi lançado em 1989, levando o mesmo nome do grupo: Tin Machine.
De caráter pouco ortodoxo, a proposta era fugir da mesmice de gravações que a maioria das bandas de rock costumava fazer naquela época. A base para a produção do lp veio de várias influências como Jimi Hendrix, Cream, Pixies, Gene Krupa, Charlie Mingus, Glenn Branca, Mountain e Jeff Beck.

Disso resultou um trabalho com gravações bem espontâneas, uma “pegada” mais simples e até displicente, mas sem perder a honestidade nos acordes das guitarras e nem a verdade na letra das canções. Estas, aliás, trazem versos com palavras de conteúdo mais raivoso, além de melodias bastante marcantes que foram construídas por Gabrels.

Lp que renovou o camaleão do rock

Capa, encarte e lp

Tin Machine é, sem dúvida, o que há de melhor daquele som nu e cru bem ao estilo proto grunge. Graças à ousadia e coragem de seus integrantes, o lp se tornou sinônimo de uma liberdade criativa sem igual com um tipo de música à frente do seu tempo.

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Lado A
Heven’s in Here (blues ao estilo britânico escrito por David Bowie, um riff de seis minutos de duração)
Tin Machine (rock rápido e reto sem muita frescura)
Prisioner of Love
Crack City (uma das mais cruas e violentas, abordando o tema das drogas com forte sentimento de ira)
I Can’t Read
Under the God (música bem politizada e possivelmente a mais “pesada” do disco)

Lado B
Amazing
Working Class Hero (uma versão visceral de John Lennon)
Bus Stop (a mais Punk do disco, falando de religião)
Pretty Thing (mais anárquica e sexual)
Video Crime (som mais despojado)
Baby Can Dance

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