Verdade que liberta: leitura campeã

Itamar, a leitura campeã de uma vida transformada

Leitura Campeã: projeto de ex-presidiário vem abrindo as asas da imaginação de muita gente em Presidente Prudente e região.

Leitura campeã, uma verdade que liberta

Desde 2011, o Leitura Campeã já arrecadou mais de 20 mil livros e implantou várias bibliotecas comunitárias. A iniciativa, entretanto, tem uma peculiaridade interessante. Ela partiu de um ex-presidiário que acabou se tornando um exemplo do poder transformador da educação.
Morando numa favela da capital paulista, o rumo da sua vida o conduziria por caminhos dos mais adversos. Mas ele encontraria na leitura a chance de reescrever o trágico destino da sua história.

Itamar Xavier de Camargo, leitura campeã
Itamar Xavier de Camargo

Esse indivíduo se chama Itamar Xavier de Camargo, um vencedor que faz jus ao nome do seu projeto. Tornou-se um “rato” de biblioteca ainda na prisão. Foi quando então decidiu deixar para trás um currículo de drogas, roubos e criminalidades.
Após cumprir uma pena de aproximadamente cincos anos, saiu da penitenciária na região de Presidente Prudente, fez um supletivo e ganhou uma bolsa de estudos que lhe garantiu a entrada na faculdade de pedagogia.

A sua experiência profissional passa pela educação infantil, psicopedagogia com MBA em gestão educacional, incluindo a docência no ensino superior. Graduou-se também em artes visuais, e termina no final deste ano um mestrado em educação.

Uma das prioridades na carreira de Camargo é desenvolver projetos que possam despertar o interesse pela leitura de bons livros. Algo que, aliás, nunca fora estimulado durante a sua infância, a adolescência e em boa parte da sua fase adulta.

Aos 6 anos testemunhou um assassinato pela primeira vez. Entre tiros, assistiu à morte agonizante de um homem ensanguentado no chão até o seu último respirar de vida.
Camargo era filho de moradores de rua, sendo o pai alcoólatra e a mãe com transtornos psiquiátricos. Teve que ser criado por um casal de tios que brigava constantemente. O tio insultava a esposa e até batia nela, impossibilitando qualquer tipo de afeto nesse casamento. Apenas intolerância e impaciência reinavam no ambiente de convívio dentro da casa.

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